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Supergirl | Longe de ser um desastre, longe de ser genial

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Supergirl aposta em uma abordagem mais dramática e vulnerável para Kara Zor-El, mas acaba limitada por uma história simples e alguns clichês do gênero.


Kara Zor-El  não é uma desconhecida do público. A Supergirl faz parte da cultura pop há anos e já foi adaptada em live action diversas vezes. Nos cinemas, em 1984, no seu próprio filme com Helen Slater e, recentemente, com Sasha Calle sendo uma das personagens principais no filme The Flash. Na TV, ela apareceu no começo dos anos 2000 em Smallville, sendo interpretada por Laura Vandervoort, mais tarde a Supergirl ganharia uma série só dela, agora na pele de Melissa Benoist.

Pois bem, chegamos a 2026 e a garota de aço ganha uma nova intérprete, Milly Alcock, que tem como desafio interpretar uma Supergirl um pouco mais diferente das versões que estamos acostumados, em uma “vibe mais deprê”. O filme é  baseado no quadrinho “Supergirl: A Mulher do Amanhã”, escrito por Tom King e desenhado pela artista brasileira Bilquis Evely. Bom, não li a HQ, então não existirá uma comparação entre as obras por aqui, mas já adianto que gostei do que vi. 



Como vimos no final de Superman, Kara não parece se preocupar muito com responsabilidades e só quer sair pra se divertir com seu cachorro e melhor amigo, Krypto. E sendo bem honesto, ela tem seus motivos pra estar na merda. Diferente do Superman, ela teve um convívio com seus pais biológicos no que sobrou de Krypton e precisou deixar esse local para que pudesse sobreviver. 

O diretor Craig Gillespie consegue extrair bem esse drama e explorar o momento depressivo de Kara, que vê seu mundo desabar mais uma vez com a possibilidade de perder Krypto pra sempre. Quem já teve algum animal de estimação sabe como essas situações mexem com nosso emocional. Então, como entrego no título, a história é bem simples e não entrega nada além da trama de “correr contra o tempo” em uma jornada um tanto quanto já batida de redenção. Mas isso não quer dizer que seja um desastre. 



Milly Alcock entrega uma Supergirl que consegue caminhar entre ser alguém confiante ao mesmo tempo em que é vulnerável. Ela não é ninguém sem seu cachorro e é a única que pode salvá-lo. É aquela situação onde você precisa ser forte pelos dois, ou então tudo vai por água abaixo. Um ponto que considero fraco nessa jornada é a inclusão da Ruthie (Eve Ridley), uma menina que busca vingança contra os saqueadores que mataram sua família. Seu objetivo na história é bem óbvio, mas a personagem é ruim e acaba sendo chato a jornada ter essa “muleta” que precisa ajudar Kara a encontrar seu caminho. Já a inclusão de Jason Momoa como Lobo diverte, mas não acrescenta muita coisa. Ele tá lá fazendo o que sabe fazer de melhor no personagem que nasceu pra viver, mas veio em um filme em que sua presença não era tão necessária. 

Supergirl apostou alto em uma produção que quis jogar tão no seguro que acabou mergulhando em um mar de clichês e obviedades que não permitiram voos maiores pra garota de aço. Isso significa que foi um desastre? Não, não foi, mas acabou sendo só mais um filme de super-herói que saiu do fast food e será esquecido daqui a uns anos. É uma pena, pois sendo o segundo filme do novo Universo DC tinha potencial e precisava ser muito mais do que foi.


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