Mario observa uma galáxia ao lado de Yoshi no pôster de Super Mario Galaxy.

Super Mario Galaxy | Fofo, mas pouco inspirado e confuso 

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Super Mario Galaxy aposta em nostalgia e fofura, mas entrega uma sequência confusa e menos inspirada que o primeiro filme. 

Quando o primeiro Super Mario estreou a comoção foi geral. O visual dos personagens e os easter eggs presentes no trailer nos deram uma certeza que, diferente de Sonic, não havia outra forma de adaptar Super Mario se não em animação. Mas onde seu “rival” da SEGA obteve êxito, Mario patinou em uma sequência que eu chamaria de preguiçosa.

Particularmente, gosto muito do primeiro filme. Ele consegue contar uma boa história de superação e relacionamentos familiares com bom humor e aventura. Parecia que todo mundo estava muito bem inspirado, incluindo o vilão Bowser, que consegue roubar a cena toda vez que aparece em tela, assim como Donkey Kong. Mas então, o que deu errado nesse segundo filme?

Pra começar, se você olhar bem, a história de Super Mario Galaxy nem é sobre ele. A Princesa Peach tem uma trama muito mais forte. Oras, forte não, afinal é essa a trama que faz a história do filme girar, então é a trama principal sim. Ela é quem recebe o chamado e vai pra aventura. Mario e Luigi ficam apenas como bons coadjuvantes “limpando” a sujeira do reino. Vale até uma observação aqui, essas cenas dos dois tomando conta do reino é a melhor parte do filme.



Agora, a trama da Peach ser a principal nem é o problema aqui, ok? O problema é que é fraca. As crianças vão curtir e pouco se importar com isso? Sim, sim, mas não é por esse motivo que você vai fazer de qualquer jeito. Faltou um carinho ali pra deixar a história redonda. Carinho esse que a galera de Sonic teve. A trama entre as irmãs princesas é frágil demais, mal dá pra fazer uma vista grossa e seguir o baile.

Já o núcleo do Mario e do Bowser, que se encaminhava para ser uma boa subtrama, acaba se complicando da metade para o fim. Apostar em um Bowser recuperado foi legal, mas seria bom se ele só estivesse fingindo o tempo todo. Cravar que ele se recuperou pra logo depois voltar ao estado “sou malvado de novo” por conta de meio dúzia de palavras que o filho dele disse jogou fora toda a construção que vinha sendo feita. Novamente, uma trama muito frágil.



Junte isso à participação do Star Fox, que nem se compara ao Donkey Kong, tanto em peso pra história quanto em carisma na tela. É uma pena que os roteiristas tenham patinado tanto pra contar uma história que, na teoria, era pra ser simples.

Agora, se existe um acerto nesse filme, ele se chama Yoshi. O pequeno dinossauro e companheiro de Mario rouba todas as cenas, principalmente ao lado de Toad. Sério, a fofura dele é contagiante, não tem como não soltar boas risadas com ele em cena. 

Queria muito que a história fosse melhor desenvolvida, pois dá sim pra se divertir assistindo Super Mario Galaxy, apesar de todos os seus problemas. Mas é inevitável não enxergar o que está na sua frente, por mais que a criança interior dê pulinhos em momentos divertidos.   

Super Mario Galaxy – Trailer


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